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sábado, 4 de fevereiro de 2017

Livro Andrelândia: 3.500 anos de história

Publicado em 2013, o livro Andrelândia - 3500 anos de história, de autoria de Marcos Paulo de Souza Miranda, revela os aspectos mais importantes da história da cidade, desde as primitivas ocupações indígenas até os dias atuais.
Aspectos administrativos, geográficos, econômicos, culturais, sociais, ambientais, genealógicos  e muitos outros são abordados de maneira profunda e fundamentada em pesquisas históricas de mais de duas décadas.
Ricamente ilustrado com fotografias e documentos, o livro pode ser adquirido na loja Villa Bella Artesanatos, na Rua Aquim Ribeiro Guimarães, 184, em Andrelândia, próximo ao Fórum. Tel. 35-99201-1645 e 99195-5846

https://www.facebook.com/Villabella-Artesanatos-1474240889551022/ 




CONTEÚDO DA OBRA:

1.       A PRÉ-HISTÓRIA
a)      VESTÍGIOS ARQUEOLÓGICOS
b)      O CONTATO ENTRE INDÍGENAS E COLONIZADORES
c)       A SERRA DE SANTO ANTÔNIO E O PARQUE ARQUEOLÓGICO
2.       O DESBRAVAMENTO DA REGIÃO
3.       OS FUNDADORES DA CIDADE
4.       O SURGIMENTO DO ARRAIAL  E A ARQUITETURA URBANA
5.       A OCUPAÇÃO RURAL E O TRABALHO ESCRAVO
a.       INÍCIO DA OCUPAÇÃO RURAL
b.      SEDES DE ANTIGAS FAZENDAS
c.       O TRABALHO ESCRAVO
6.       ASPECTO GEOGRÁFICO
7.       ASPECTO ADMINISTRATIVO
8.       ASPECTO JUDICIÁRIO
9.       ASPECTO MILITAR
a.       A COMPANHIA DE ORDENANÇAS DO ARRAIAL DO TURVO
b.      COMPANHIA DE CAVALARIA AUXILIAR
c.       A GUARDA NACIONAL
d.      A REVOLUÇÃO LIBERAL DE 1842
e.      A GUERRA DO PARAGUAI
f.        A REVOLUÇÃO DE 1930
g.       A REVOLUÇÃO DE 1932
h.      A SEGUNDA  GUERRA MUNDIAL

10.   ASPECTO RELIGIOSO
a.       IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA DO PORTO
b.      A PADROEIRA NOSSA SENHORA DO PORTO
c.       IGREJA DO ROSÁRIO
d.      IGREJA DE SÃO BENEDITO
e.      CAPELAS RURAIS
f.        AS IRMANDADES
g.       OS PADRES
h.      OS CEMITÉRIOS
i.         O SEMINÁRIO
11.   TRÊS  SÉCULOS DE COMÉRCIO, INDÚSTRIA E VIDA SÓCIO-CULTURAL
12.   EDUCAÇÃO
13.   COMUNICAÇÃO
a.       A IMPRENSA
b.      SERVIÇO TELEFÔNICO
14.   SAÚDE, INFRAESTRUTURA E TRANSPORTE
a.       SAÚDE
b.      ILUMINAÇÃO PÚBLICA
c.       ABASTECIMENTO DE ÁGUA
d.      A PONTE SOBRE O RIO TURVO
e.      FERROVIAS
f.        CAMINHOS, ESTRADAS E RODOVIAS
15.   FILHOS ILUSTRES
16.   TITULARES DO IMPÉRIO
17.   FAMÍLIAS ANDRELANDENSES
18.   VULTOS DA HISTÓRIA DE ANDRELÂNDIA

19.   OS PARTIDOS POLÍTICOS LOCAIS – VEADOS E CARANGUEJOS

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

VOCÊ SABIA QUE ANDRELÂNDIA RECEBE VALORES DO ESTADO EM RAZÃO DE SEU PATRIMÔNIO CULTURAL ?





                Muitas pessoas pensam que a existência e a preservação de bens integrantes do patrimônio cultural em uma cidade gera apenas problemas e despesas. Mas isso não é verdade.
                Em Minas, a Lei Robin Hood repassa valores adicionais de ICMS do Estado aos Municípios que possuem bens culturais protegidos e desenvolvem uma política de preservação de patrimônio cultural, o que pode gerar recursos significativos, principalmente para municípios pequenos, como o nosso.
Nosso patrimônio. Nossa maior riqueza.
                Nos últimos dez anos, conforme tabela abaixo,  Andrelândia recebeu R$  1.697.734,25 pelo fato de ter bens tombados, registrados, inventariados e um Conselho de Patrimônio Cultural em funcionamento.
                2014 foi o ano de maior arrecadação (R$ 324.657,23) e isso indica que o potencial para recebimento de valores ainda maiores pelo município de Andrelândia existe. É preciso, entretanto, que a Prefeitura cumpra o seu papel e preencha os requisitos exigidos pelo Estado e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.
                Você sabe quem integra o Conselho de Patrimônio Cultural de Andrelândia ? Você sabe onde os valores recebidos foram aplicados ? Você sabe se Andrelândia continuará a receber esses recursos ?  Existe apoio e incentivo para a conservação dos bens culturais da cidade ?
                Faça valer seus direitos de cidadão e procure essas informações junto às autoridades do município.

ANO
VALOR
2016 – ATÉ OUTUBRO
156.409,61
2015
243.936,32
2014
324.657,23
2013
209.237,51
2012
104.282,41
2011
134.137,16
2010
122.977,19
2009
110.836,28
2008
119.677,18
2007
109.926,43
2006
  61.656,93
TOTAL
1.697.734,25
Fonte: Fundação João Pinheiro


                Conheça, abaixo, a lista dos bens tombados e registrados da cidade de Andrelândia:

1.                  Canoa indígena situada no Parque Arqueológico da Serra de Santo Antônio
2.                  Antigo Cine Glória Cine Glória
3.                  Banda São Pio X
4.                  Sobrado do Visconde Arantes
5.                  Casa do Sr. Gentil Chaves Campos
6.                  Torneira de águas públicas (chafariz) e sua base de pedra
7.                  Casa da Bahia
8.                  Casa da Dona Odete Salgado
9.                  Casa das Tias Casa de Dona Nilzinha
10.               Cofre da Prefeitura
11.               Casa da Dona Ninita
12.               Estação Ferroviária de Andrelândia
13.               Imagem do Cristo Redentor
14.               Prédio da Prefeitura Municipal de Andrelândia
15.               Roda de Capoeira e/ou Ofício de Mestre da Capoeira
16.               Sítio Arqueológico da Serra do Santo Antônio
17.               Sobrado das Laranjeiras
18.               Xale da antiga Baronesa do Cajuru

Piquenique no Turvo. Árvore de Óleo. Década de 1920

Uma das atividades de lazer muito praticadas na antiga cidade do Turvo, atual Andrelândia, era a realização de piqueniques em locais aprazíveis, como o Morro do Serrote ou a Árvore de Óleo.
A foto abaixo retrata um desses acontecimentos.
Nela conseguimos identificar o Dr. José Gustavo Alves e o Dr. José de Andrade Godinho.
Se você tiver outras informações sobre o acontecimento, gentileza compartilhar neste blog.
Vamos valorizar o patrimônio cultural de Andrelândia.


Sapataria Modelo - 1938

A oficina de sapatos Modelo funcionava em Andrelândia no ano de 1938.
Era de propriedade de Geraldo Ribeiro da Fonseca.
Alguém teria mais informações ?
Gentileza compartilhar neste blog, em caso positivo.
Vamos preservar a memória da cidade de Andrelândia !
Sapataria Modelo em 1938.


segunda-feira, 4 de março de 2013

FÁBRICA DA BAHIA - A SEGUNDA FÁBRICA DE PRODUÇÃO INDUSTRIAL DE MANTEIGA DE MINAS GERAIS - BERÇO DOS LATICÍNIOS NO BRASIL


Em 1899 foi  construída uma pioneira fábrica de Manteiga na Fazenda da Bahia, na Cidade do Turvo.
O empreendimento foi propriedade do Cel. José Bonifácio de Azevedo, João Zuquim de Figueiredo Neves e José Ribeiro Salgado, sócios da “Azevedo & Cia”. 
É considerada a 2ª fábrica de manteiga de Minas Gerais e do Brasil. 
A manteiga, de ótima qualidade, era vendida em latinhas de meio quilo. As embalagens eram fabricadas no próprio estabelecimento, sendo que o rótulo vinha estampado em lâminas metálicas. Nos primeiros anos de funcionamento a fábrica funcionava sob a responsabilidade de Guilherme Hilker, vindo especialmente da Alemanha para este fim.
 Mais tarde, quando o técnico alemão retornou à sua pátria, assumiu a direção o Sr. Américo Sacramento.

Essa história merece ser melhor conhecida e divulgada. O prédio da fábrica deveria ser protegido como patrimônio cultural do município.
Povo sem memória é povo sem futuro !

Coronel José Bonifácio de Azevedo - um dos fundadores da Fábrica de Manteiga na Fazenda Bahia

 João Zuquim de Figueiredo Neves - Sócio da Fábrica
José Ribeiro Salgado - Sócio da Fábrica

Desenho da Fábrica da Bahia - Dr. Amir Azevedo


O técnico em laticínios Guilherme Hilker

Lata da Manteiga produzida por Azevedo & Cia

MAPA DE ANDRELÂNDIA EM 1939

Veja como a sede do Município de Andrelândia era pequena em 1939.
Somente o centro e um pedacinho de Areão e Rosário.
Como mudou !

domingo, 6 de janeiro de 2013

O TOMBAMENTO EM ANDRELÂNDIA

O TOMBAMENTO EM ANDRELÂNDIA
Dr. Amir Azevedo
Artigo publicado na edição de número 03 do jornal “O Andrelandense”, em fevereiro de 1966

                Na administração honesta e dinâmica de José Fernando, os melhoramentos de nossa cidade se sucedem dia a dia, a despeito dos parcos recursos da Prefeitura.
Esses melhoramentos, juntando-se a outros das administrações passadas e aos realizados por particulares, fizeram de Andrelândia uma cidade bela e confortável. Temos hoje praças bem ajardinadas e iluminadas, sólido e vistoso calçamento de broketes, um empolgante monumento a Cristo Redentos; boas estradas nos ligando aos municípios vizinhos e às Capitais, linha telefônica funcionando muito bem, ótima Santa Casa com eficiente assistência médica, Centro de Saúde, Centro de Puericultura, bons colégios para meninos e meninas, dois grupos escolares, um grande seminário, casa dos Pobres, agencia bancária, agência da Caixa Econômica, bom cinema, prédio moderno dos correios e Telégrafos, campo de aviação, estádio de futebol, boas casas residenciais, hotéis, água abundante em todos os bairros, etc. Tudo isso aliado ao clima agradável e salubérrimo do planalto da Mantiqueira, onde ondulam colinas de suave e elevação, que se perdem no horizonte.
                Apenas lamento, em coro com muitos andrelandenses, certos erros do passado que muito prejudicaram a cidade, como sejam as demolições de casas e edifícios coloniais, preciosos legados de nossos avós. Onde está aquele imponente edifício da Câmara e Cadeia (“Considerada a terceira desta Província, por sua solidez, capacidade e elegância”, no dizer do Dr. Ernesto da Silva Braga), cuja vista muito me impressionava, ali do alto da Invernada, quando, menino, vinha da fazenda, a cavalo, para as festas, com meus pais e irmãos , ou quando, estudante, chegava, de trem, do Rio em férias ? Foi criminosamente demolido !
                O que é feito do interessante sobrado colonial, que pertenceu a um dos titulares da monarquia, de nossa terra: o Barão do Cajuru ? Foi também demolido. Felizmente, ainda nos restam três desses sobrados antigos: o dos “Pinheiros”, velho solar do |tenente Gabriel Ribeiro Salgado, meu bisavô materno, que foi proprietário da Fazenda dos Pinheiros. Esse sobrado hoje pertence a um de seus descendentes – o primo Odilon Salgado; o que pertenceu à família do Barão do Cabo Verde, hoje propriedade do Dr. Edson de Rezende Meirelles, médico de bom gosto, que o restauros, salvando, assim, do desaparecimento esse valioso patrimônio da cidade; e o que foi de Bonifácio Antônio de Azevedo (meu bisavô paterno), da fazenda das Laranjeiras hoje propriedade do primo Ronan Salgado.
                Outra cousa que me entristece em Andrelândia é ver os proprietários de curiosas casas de estilo colonial, substituírem suas telhas primitivas, de canal, por modernans telhas rancesas, crentes que estão embelezando suas residências, quando na verdade, estão transformando-as em  verdadeiros monstrengos. As tais platibandas, que muitos colocaram nessas casas, além de desvirtuarem o estilo, trazem o inconveniente do uso obrigatório de calhas, que, quase sempre, levam água para dentro da casa, o que é um grande inconveniente.
                Até mesmo a antiga residência do Visconde de Arantes, com aqueles belos e artísticos caixilhos, emoldurando vidros coloridos, está hoje desgraciosamente coberta de lelhas francesas ! Que pena ! Nossa Igreja Matriz, também dos tempos coloniais, como muitas outras de velhas cidades do Brasil, sofreu mutilações !
                O soalho antigo de tábuas com números marcando, por certo, as sepulturas de pessoas gradas do local, foi substituído por ladrilhos, não sendo mais possível saber-se  quais essas pessoas.
                Dois interessantes coretos laterais, que davam mais espaço à igreja, foram, sem motivo aceitável, retirados. Também não mais existem as antigas pinturas sacras do Téo da capela-mór. Aliás esses erros se cometeram e ainda se cometem em muitas de nossas cidades, mesmo nas grandes capitais. José Fernando falou-me, certa vez, em pleitear perante os poderes competentes o tombamento de alguns edifícios de Andrelândia. É uma ideia digna de todos os aplausos e que deve ser posta em prática, porque assim evitaríamos desgostos futuros, como os que experimentamos com as demolições dos prédios acima citados.
                José Fernando, você que tem feito tantos benefícios a sua terra, faça mais um: consiga esse tombamemto.
Amir Azevedo

OBS: Filho do Cel. José Bonifácio de Azevedo e de Carlina Umbelina Salgado, o Dr. Amir Azevedo nasceu em 13 de novembro de 1899 na Fazenda Bahia, em Andrelândia. Formado em medicina no RJ, é autor do Livro “Meus Dias”, onde o artigo acima foi reproduzido
O tombamento de prédios históricos pretendido na década de 1960  não se concretizou a tempo de evitar outras grandes perdas para o patrimônio cultural da cidade. Lamentavelmente foram demolidas na Avenida Nossa Senhora do Porto as casas coloniais do capitão Tobias de Paula Campos, de Dona Olga Carvalho Salgado (atual prédio da Telemig), da “Dinha”,  do Major João Zuquim de Figueiredo Neves,  do Cel. Joaquim Tibúrcio de Carvalho e parte da casa do Sr. Henrique de Andrade Alves.
Nos dias atuais, torna-se inadmissível admitir-se novos desfalques no conjunto arquitetônico histórico da cidade de Andrelândia.